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  • Alvor FM

''Que Força É Essa'' é o primeiro single de SG Gigante


Com participação de Keso, NERVE, e Russa, "Que Força É Essa" dá o mote para um projeto de homenagem a Sérgio Godinho, e este primeiro single já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

Cinquenta anos é uma marca de respeito. Sérgio Godinho, gigante de canções e homem de palavras, merece agora uma vénia imaginada por Capicua que reuniu talentos indiscutíveis da nossa cena musical mais urbana para o projeto SG GIGANTE, coleção de temas clássicos reimaginados e reinventados para as novas gerações, parte de uma celebração do 50º aniversário do mítico "Os Sobreviventes". Os diferentes temas que compõem este SG GIGANTE vão ser revelados ao longo das próximas seis semanas, preparando o caminho para mais uma celebração do espírito daquele momento em que os cravos floresceram nas ruas.

Em 1972, do lado de lá de um tempo que ainda não conhecia Abril, Sérgio Godinho, a gravar no exílio onde podia ser livre, questionava quem tinha visto trabalhar a vida inteira: "que força é essa que trazes nos braços?". Exatamente meio século depois, já do lado certo de Abril, cabe a vez a Keso, Nerve e Russa de ecoarem essas palavras e a raiva que a todos a dada altura nasce nos dentes.

Nerve, um "sacana nervoso" que é também dos mais aclamados domadores de palavras da sua geração, dá o mote com o verso que nomeou a compilação: "50 anos de SG deixaram-me o pulmão falido", esquece a cedilha e procura saber "que forca é essa, amigo?", captando o espírito original de Sérgio e trazendo-o para o presente. Keso, o marginal xaval que agita o Norte, assume o refrão com voz de trovão e assina o instrumental, preparando assim o caminho para Russa, rapper da nova geração que também não tem papas - nem outros sacerdotes - na língua e abre as asas para sentir o voo - da liberdade, pois claro.

Esta novíssima visão de "Que Força É Essa" inaugura então o caminho para SG GIGANTE, trabalho este que é uma celebração ao génio poético e musical de Sérgio Godinho que teve curadoria de Capicua, mulher capaz de navegar as diferentes águas que aqui pediam para serem enfrentadas: as da música urbana que nos últimos anos tem medido o pulso a este tempo, criando os hinos que fazem as novas gerações cerrar fileiras, e as da música popular que aprendeu a amar em criança e que já lhe proporcionaram grandes encontros. Com o próprio Sérgio Godinho, por exemplo.

Até ao próximo dia 23 de abril, à razão (ao amor?...) de um por semana, serão revelados novos singles em que se cruzam alguns dos maiores e mais aclamados nomes da cena hip hop e não só em sentidas recriações de uma série de indiscutíveis clássicos da obra do gigante Sérgio.


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