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''Kirtan: Turiya Sings'', álbum inédito de Alice Coltrane, já chegou às lojas



O mundo pode finalmente ouvir uma gravação intimista e espiritual da madrinha do jazz espiritual, AliceColtrane. Gravado em 1981 e nunca partilhado desta forma com o mundo, "Kirtan: Turiya Sings" é uma coleção deslumbrante de nove canções devocionais, que se distinguem pela combinação nunca antes ouvida da voz de Alice Coltrane com órgão. "Kirtan: Turiya Sings" faz parte das celebrações do 60.º aniversário da Impulse! Records e poderá ouvir o álbum aqui. Além disso, estreou em exclusivo no site de lifestyle ioga, Yoga Journal, um acompanhamento visual especial do álbum. Pode vê-lo aqui.


A gravação original destas canções, "Turiya Sings", foi lançada exclusivamente em cassete em 1982 para os estudantes do ashram. Além da voz e órgão de Alice, a gravação incluía sintetizadores, cordas e efeitos sonoros. Em 2004, o filho de Alice, e produtor deste disco, Ravi Coltrane, encontrou misturas nunca antes ouvidas, apenas com a voz de Alice e o seu órgão Wurlitzer. O álbum está agora disponível em vinil, CD, download e streaming.

Os acordes iniciais de "Kirtan: Turiya Sings" são uma cortina aberta para um campo de espiritualidade e devoção que apenas Alice Coltrane conseguiria concretizar. Este não é um álbum de jazz, não é improvisado. É intencional, devocional e espiritual. Esta música, cantada em sânscrito, é espaçosa e grandiosa, a voz de Alice tem peso e poder, o seu órgão toca como uma rocha, pulsante, um caldeirão de influências musicais que marcaram a vida da artista.

"Kirtan: Turiya Sings" foi misturado por Steve Genewick e masterizado por Kevin Reevis a partir das gravações originais. Esta é a mesma equipa que trabalhou com Ravi Coltrane no último álbum de Alice Coltrane, "Translinear Light" (2004).

Embora seja conhecida por muitos como a companheira musical e mulher de John Coltrane, Alice Coltrane é reverenciada pelas suas contribuições para o jazz espiritual com os seus álbuns lendários "Journey in Satchidananda" e "Ptah, The El Daoud", entre outros. Ao longo dos anos 1970, enquanto mantinha uma agenda ocupada entre gravações e digressões, Alice Coltrane deixava-se imergir nas filosofias orientais, mitologias e práticas religiosas védicas. No início dos anos 1980, Alice tinha-se tornado numa guru e numa professora espiritual e começou a fazer música exclusivamente para a sua comunidade no Vedantic Center, em Los Angeles.


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