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Harold e Murta juntos em ''Aquece''


O amor tem o poder de dominar. Expōe-nos, reduz-nos, alimenta-nos, transcende-nos. No single de regresso, Harold abre o coração e deixa-o falar. Continua a ser um ato de coragem destrancar os cadeados do afeto, mas o gesto é assumido sem medo de baixar as defesas ou receio de confessar fragilidades.

O desejo emocional e a tensão física do reencontro com a metade certa escalam o mercúrio e fazem de Aquece um mapa da sedução que deixa convite para dois, sem resistências de parte a parte. É aí que entra Murta a atirar mais lenha para esta lareira, e acalorar ainda mais uma canção ágil entre a destreza do hip-hop e a atração do r&b. A produção tem assinatura de Épico.

"Eu e o Murta conhecemo-nos em estúdio com mais malta em 2020, e desde aí falamos em fazer algo. Juntamo-nos algumas vezes e fizemos dois temas sendo este um terceiro que eu tinha começado a fazer e enviei para me dar uma opinião. Ele gostou e identificou-se. E assim surgiu", explica Harold. Espontânea e franca.

Pode descrever-se Harold como rapper, mas não se pode descrever o rap de Harold. Tal como em Aquece, é a liberdade que melhor o define. Sem rótulos, o seu estilo tanto pode ser mais enérgico como mais melódico e tranquilo - tudo depende da relação entre lírica e instrumental.

Harold foi membro dos Grognation, marcante coletivo de Mem Martins, que fechou o círculo no EP Anatomia de Grog, produzido por Sam The Kid, antes de anunciar o fim. A solo, assinou os álbuns Indiana Jones, de 2016 e Tudo Tem Seu Tempo, de 2019. Em 2021, apresentou o single Lugar, revelador de uma nova musicalidade, em que observa questões como a distância nas relações. No final desse ano, chegou o EP Mãe Um Dia Eu Ganho Um Diamante, dos quais foram extraídos os singles Raiz, com L-Ali, Pontas com Xtinto e Diamante.


Universal Music | Foto:D.R.


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