FADISTA FILIPA BISCAIA EDITA SEGUNDO ÁLBUM "ANTES QUE OS RIOS SEQUEM"
- Alvor FM

- há 3 horas
- 2 min de leitura
"Antes Que Os Rios Sequem" é o título do novo álbum de Filipa Biscaia. O disco de 10 faixas inclui temas de autores marcantes da música portuguesa como Vitorino, Capicua, Amélia Muge, Teresa Muge, Mário Pacheco, Vasco Graça Moura, Amália Rodrigues, Celeste Rodrigues e Teresinha Landeiro, entre outros. Produzido pelo músico Ricardo Dias, o longa duração conta, ainda, com a participação do incontornável fadista António Rocha.
Filipa Biscaia conta que "este álbum diferencia-se do primeiro sobretudo por ter maioritariamente temas originais, o que lhe dá uma identidade mais própria e mais madura. É mais luminoso, mais alegre, mas não deixa de dar destaque a temas urgentes". Em "Antes Que Os Rios Sequem", a artista revela um lado mais pessoal, espelhado na escolha dos poemas e das influências "da canção de intervenção com que cresci, assim como influências do fado de Coimbra e do folclore", acrescenta.
A fadista explica que o disco "fala sobre a urgência de sentir, de não adormecer perante o mundo, de não perder a capacidade de amar, de questionar e de agir. Fala de um tempo em que há guerras, desigualdades e uma crescente falta de empatia, mas também da responsabilidade de não virar a cara a isso. Há uma dimensão consciente e quase política em alguns temas, no sentido humano da palavra, de olhar para o outro e de perceber o lugar que ocupamos. E é também um disco que equilibra essa inquietação com o lado mais íntimo: o amor, a dúvida, o caminho pessoal e os erros que nos constroem".
Para Filipa Biscaia, o título "Antes Que Os Rios Sequem" funciona como um apelo e um alerta para não deixarmos morrer o que nos torna humanos, com os rios a servirem de metáfora para as emoções, a empatia e a capacidade de sentir e de agir. Se os deixarmos secar, ficamos mais distantes uns dos outros e de nós próprios. A artista considera que "ainda vamos a tempo de cuidar, de mudar e de preservar aquilo que nos liga".




