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Esfinge regressam a estúdio e lançam ''Pudesse eu Voltar''


Estávamos em 2009 quando Maria João Jones, Carina Cratos, Luís Caracinha e Tiago Marcos se juntaram pela primeira vez para partilhar influências, no desejo de criar novas canções. Foi assim que, há mais de uma década, nasciam as primeiras canções de Esfinge, nome que adotaram desde então, inspirado no mito de Édipo Rei que na tragédia de Sófacles consegue resolver o enigma da Esfinge. Tornou-se clara, desde do início, que a vontade desde grupo de estudantes universitários residia na criação de canções inspiradas na mitologia grega. As suas criações foram apresentadas pela primeira vez no dia 09.09.2009 no já extinto Pátio Bar, em Faro. Nessa noite, revelaram-se as primeiras 9 canções que traçaram o caminho da Esfinge e que levou a banda Farense a apresentar-se em vários palcos entre 2009 e 2010 criando laços com os seus fieis seguidores.

É com ecos dessas origens que lançam agora, em 2023, "Pudesse Eu Voltar", uma canção que nasceu de um convite do músico Tasos Georgopoulos a Luís Caracinha para integrar o projetos Odysseus Journey. Este projeto tem como objetivo desafiar músicos dos vários países onde há registo da passagem de Ulisses a compor temas musicais. Estão nele representados 20 músicos de 8 países da baía do Mediterrâneo.

É nesse contexto que a banda se inspira no mito da visita de Ulisses à foz do rio Tejo e na sua influência sobre a construção da cidade de Olísipo (Lisboa) para criar. A canção foca-se no sentimento de saudade e a dor de não se poder voltar a ter quem outrora fez parte de nós. Saudade essa que, segundo o mito, levará Ulisses a regressar a Ítaca deixando em Olísipo a rainha destas terras que, ao tentar impedir o herói de partir, fez tanta força com os seus tentáculos de serpente que acabou por dividir a única montanha existente em 7 colinas.

Nesta canção encontramos a versão de Esfinge mais próxima dos primeiros trabalhos que apresentaram no início do seu percurso. Duas guitarras e um contrabaixo juntam-se à voz doce de Maria João Jones para celebrar o sentimento mais português.

"O objetivo foi fazer a canção com o mínimo de recursos possíveis e recriar o ambiente que criamos nos nossos momentos informais onde há guitarras à mistura. Uma canção leve mas com os pesos da saudade e melancolia" diz Luís Caracinha.

Já Maria João Jones reforça: "A opção de termos explorado uma lírica mais simples, ao contrário de outros trabalhos onde exploramos os limites da língua portuguesa, tornou a mensagem da canção mais leve para o ouvinte e, por sua vez, dá uma maior possibilidade de interpretações do que o mito que a inspirou."

Disponível em todas as plataformas digitais com selo da Epopeia Record™, o tema foi gravado nos estúdios da editora com mistura e masterização de Kieran Kelly nos estúdios The Buddy Project em Nova Iorque.


© Make It Happen | Foto: Direitos Reservados



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