D.A.M.A editam o aguardado “Canções Bonitas em Português (e Mirandês) Vol. 2”
- Alvor FM

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Depois de terem levado o Cante Alentejano aos Coliseus e às playlists de todo o país com Canções Bonitas em Português Vol. 1, os D.A.M.A regressam agora ao lugar onde a tradição encontra o futuro. Canções Bonitas em Português (e Mirandês) Vol. 2 é o novo capítulo de uma viagem que começou como homenagem e se tornou afirmação: a de que a música popular portuguesa é matéria viva, pronta a ser sentida, dançada e reinventada.
Se no primeiro volume o Alentejo foi “casa, bagunça e viagem”, neste novo EP a bússola aponta sempre para Norte. O Minho e Trás-os-Montes ecoam nas melodias, nos ritmos, nas palavras e nas vozes que se cruzam, num trabalho profundamente enraizado.
O projeto reúne os já conhecidos “Terra da Maria”, a reinterpretação do clássico de Roberto Leal, “Rio do Esquecimento”, homenagem às Feiras Novas de Ponte de Lima, e o contagiante “Ficar Óai” com Zé Amaro. A estas juntam-se agora três novos temas: “Vira Vira”, com Víctor Rodrigues, “Mirandum”, uma canção em mirandês que celebra uma das línguas mais identitárias do país, e “Verde Vinho”, tema que tão bem define o espírito minhoto e que pretendem tornar hino junto a Augusto Canário, Zé Amaro, Cláudia Martins e Victor Rodrigues.
À semelhança do que fizeram no primeiro volume, os D.A.M.A não quiseram recriar a tradição à distância. Para a banda, não é de Lisboa que se fazem canções minhotas, de Trás-os-Montes ou do Alentejo. É ir de malas e bagagens para as terras, estar com as suas pessoas e fazer música com quem lá está no coração de onde nasceram as tradições. Ir às romarias, às festas, e conversar em cada sítio. “Nós sabemos que para fazer algo que tenha impacto cultural e que diga alguma coisa às pessoas que nos ouvem, temos de estar no terreno, conviver com as gentes e perceber como é que a tradição vive nelas”, afirmam.
Foi nesse mergulho que encontraram, mais do que ritmos, comunidade. “Do miúdo mais novo à senhora mais velha todos sabem os passos, do cana verde, do malhão que são vários estilos de música que existem, todos sabem os passos. E muita gente fora do país… pela primeira vez, com a comunicação destas músicas, estamos também a chegar aos portugueses fora de Portugal. Eles mantêm muito vivas as tradições portuguesas.” conta-nos Kasha.
Mais do que um EP, Canções Bonitas em Português (e Mirandês) Vol. 2 é a continuação de uma caminhada cultural consciente. “Continua esta nossa senda cultural. Nós, com o Alentejo, apercebemo-nos que podemos estar no Porto, ouvir cante alentejano e sentirmo-nos portugueses. E o contrário é igual.” afirmam.
Há bombos, há coros, há dança, mas há também produção contemporânea, arranjos Pop e a sonoridade inconfundível de D.A.M.A, “A Pop portuguesa está cada vez mais recheada daquilo que é Popular em Portugal. Foi por isso que andámos nas romarias, foi por isso que andámos a fazer canções em ritmos diferentes, com instrumentos diferentes, com pessoas diferentes, com tradições diferentes — e isso não só nos torna mais ricos enquanto pessoas como acaba por transformar a nossa música.” acrescentam.
Entre o popular e o urbano, entre o passado e o que ainda está por escrever, os D.A.M.A voltam a provar a versatilidade da sua identidade artística e a capacidade rara de unir gerações e tradições numa mesma canção.
Uma referência da música portuguesa contemporânea, com mais de uma década de carreira marcada por salas esgotadas, milhões de streams e uma relação única com o público, os D.A.M.A continuam a fazer da música um ponto de encontro e banda sonora. Neste novo volume, fazem-no de mãos dadas com o Norte e com todos aqueles que reconhecem na tradição um lugar onde o futuro também se pode cantar.








