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  • Foto do escritorAlvor FM

Arte urbana de João Sena dá novo colorido à zona ribeirinha de Portimão


Desde há algumas semanas, a zona ribeirinha de Portimão está enriquecida com mais um bom exemplo de arte urbana, desta vez a cargo do pintor local João Sena, que aceitou o desafio do Município para dar vida nova às instalações da antiga JAPBA – Junta Autónoma dos Portos do Barlavento do Algarve, localizadas junto ao Cais Gil Eanes.


O artista refere que “o projeto resultou do convite feito pela Câmara para pintar algo referente à cidade, quase como uma porta de entrada para os milhares de jovens que estiveram entre nós durante o Festival Welcome to Paradise, em preparação para a Jornada da Juventude, e na qual predominariam as letras da palavra ‘Portimão’, assim como outros motivos que espelhassem a alma desta terra.”


“Para isso, recorri ao barco de papel e à gaivota, símbolos de liberdade e transformação, ao leme, que representa as escolhas e as ações na caminhada de cada um, e ao velho homem do mar, testemunho vivo do tempo e da experiência, além das sardinhas, que do meu ponto de vista exemplificam a diversidade e colaboração que definem Portimão, onde todos desempenham um papel importante no equilíbrio de crescimento da cidade, fazendo dela um lugar único e especial”, explica João Sena.


“O mais difícil de todo o processo foi pintar com tintas acrílicas, enfrentando o muito calor que se fez sentir nas semanas em que procurei dar nova vida ao icónico edifício da antiga JAPBA, cuja configuração é cheia de detalhes”, afirma.


O pintor recorda ter sido “procurado por centenas de turistas de inúmeras nacionalidades, curiosos em saber o que se passava e a quem expliquei o simbolismo de cada figura, e também tive a grata satisfação de tirar inúmeras fotografias com os jovens peregrinos que todos os dias passavam pela zona ribeirinha e que faziam questão de incluir nos enquadramentos as bandeiras dos seus países.”


25 anos de carreira


Neto de pescador, João Sena nasceu na cidade de Portimão em 1972 e está a assinalar 25 anos de carreira, expondo atualmente nas instalações da EMARP - Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão a mostra retrospetiva “XXV”, patente até 8 de setembro.

Desde muito cedo sentiu um grande interesse por várias manifestações artísticas, especialmente a pintura, tendo estudado e investigado várias técnicas e estilos, com recurso a materiais como óleo, acrílico, pastel e carvão, entre outros.


Em 1997, através da exposição “Conclusão…nenhuma” na Junta de Freguesia de Portimão, revela pela primeira vez ao público os seus trabalhos, nos quais assume “um grande fascínio pelo surrealismo de Salvador Dalí e uma obsessão em aperfeiçoar um estilo de técnicas de pinturas próprias, acabando por descobrir a vasta fantasia e intensidade presente na arte.”


De acordo com o artista, “nos meus trabalhos tento fazer uma auto-observação da vida e tudo o que ela envolve, pintando sonhos, mistérios e histórias”, os quais integram diversas coleções particulares, espalhadas pelo país e pelo estrangeiro.


Segundo João Sena, as suas criações artísticas “entregam a quem as observa a possibilidade de entrar noutro mundo, e de se integrar nos cenários de uma história… Talvez uma nova forma de ver um mundo diferente, convertendo sonhos em realidade.”




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